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Essa tal de Internet Não há quem
possa negar Trouxe muitos benefícios Pra quem dela
precisar Também trouxe coisa ruim Por isso é bom se
cuidar.
Nela há como aprender Dar cabo da própria vida Fazer
bomba, terrorismo A lista é muito comprida Dos malefícios que
ela, A Internet, é servida.
Golpes, roubos à distância Surgem
vários todo dia Também nela se encontra Sítios de
pedofilia Apologia ao racismo E também à anarquia.
Tem mulher
sendo atraída Para armadilha fatal Querendo encontrar um
príncipe Vai pra mão de marginal Acha a morte quando sai Do
virtual pro real.
Das coisas boas da net A lista é bem mais
extensa Cada vez aumenta mais Numa rapidez imensa A intenção de
quem usa É que faz a diferença.
Informações que se
cruzam Ajudando a salvar vidas Idéias que perambulam Nas virtuais
avenidas Levando planeta afora Atitudes decididas.
Dos
quatros cantos da Terra Faz-se possível o contato Pra conversar, pra
comprar Às vezes até mais barato E recebendo na porta Quase que
de imediato.
Amigos que se descobrem Depois de tempo
afastados Amigos que se conhecem Sem terem se avistados Amizades
que se nutrem Pelos toques dos teclados.
Paixões nascendo e
formando Os mais diversos casais Que descobrem seus parceiros Por
meios não triviais Nas salas de bate-papo E namoros
virtuais.
Como aconteceu com P. Que vivia deprimida Se
sentindo mal-amada Sem achar graça na vida Só encontrando
prazer Quando a coisa era comida.
Por isso ficou obesa Se
achando uma baleia Porém não fechava a boca No café, almoço ou
ceia E nem queria saber Se lhe achavam bela ou feia.
Era
mesmo um mulherão: Quase dois metros de altura Comendo como
comia Se ampliou na largura Quase cem quilos de tara Diluídos na
gordura.
Se tinha o peso em excesso Tinha também o tesão Mas
não se via capaz De encontrar um gatão Que por aquela
gordinha Sentisse alguma atração.
Porém um dia uma amiga Na
net lhe apresentou Um amigo virtual Com quem um papo travou E
nesse papo primeiro Um certo clima pintou.
Depois de muita
paquera De teclado pra teclado Resolveram se encontrar Porém no
dia marcado Ele não compareceu Como haviam combinado.
Ela
sentiu-se na "merda" Mais uma vez rejeitada Pondo culpa na
gordura Se achando condenada A viver sem ter prazer E somente
sendo usada.
No entanto concedeu Nova chance ao camarada E
nessa segunda vez Acabou recompensada Com momentos tão
incríveis Que até hoje está passada.
Foi muito grande a
surpresa No seu encontro primeiro Se foi só esse, quem sabe? Não
se conhece o roteiro Mas mesmo se foi o único Seu valor foi
verdadeiro.
Quando que ela pensava Em fazer isso algum
dia? Se encontrar com alguém Que ela não conhecia No entanto
dentro dela Um forte desejo ardia.
Chutando o pau da
barraca Querendo dar uma guinada Pensou: - Nem quero saber Estava
muito empolgada Imaginando a sessão De amor com o
camarada.
Além do mais, quem diria? - Nunca tive um homem
assim Bonito, forte, imponente É muito mesmo pra mim Um deus
grego desse, vixe! É fogo em meu estopim.
Ela toda
ansiedade Ele calmo e competente Disse pra ela: -
Relaxe Calminha, não se apoquente Deixe comigo que eu cuido De
nós dois daqui pra frente.
Olhou-a de baixo à cima Quase que
vira o pescoço De tão alta que era ela Nela não viu um só osso E
aqueles quase cem quilos Não afugentou o moço.
Estavam em
devaneios Na intenção de curtir Aquele momento único E não podiam
partir Direto para o bem-bom Tinha que deixar fluir.
Porém
foi lhe tratando Como um nobre cavalheiro Depois virou um
moleque Daquele bem presepeiro Chegando a brincar com ela De
guerra de travesseiro.
Foi assim crescendo o clima De ansiedade
e sedução Seus corpos se desejando Transpirando de tesão Corações
acelerados Também a respiração.
Ajustou a luz do
quarto Deixando um tom de lilás E já desnudos os corpos Seus
eflúvios sensuais Incensaram o ambiente Fazendo-os quererem
mais.
Explorou cada milímetro Daquela mulher tão
vasta Confirmando que a danada Não tinha nada de casta E no
esporte do sexo Parecia uma ginasta.
E das teclas para as
tetas Seus dedos se deslocaram A língua também foi cúmplice Suas
bocas se encontraram Em beijos alucinantes Mais de uma hora
passaram.
E tome mãos atrevidas Dedos afoitos
também Passeando sem pudor Indo até no mais além Do possível e
esperado Porém lhes fazendo bem.
Depois das
preliminares (Durou uma eternidade!) Partiram para o serviço Para
a “hora da verdade” E aí o cancão piou Foi grande a
felicidade.
Dando início aos finalmentes Ela teve outra
surpresa Ao descobrir que o parceiro Era mesmo um pé-de-mesa No
tamanho e na grossura Foi-lhe boa a natureza.
De início se
assustou Nunca viu calibre igual - Depois dessa estou lascada Que
coisa descomunal! Será que tenho abertura Para agüentar esse
pau?
No entanto estava ali Para o que desse e viesse Não ia
dar “ré pra trás” Pudesse dar no que desse Pra ter algo como
aquilo Tem até quem faça prece.
Sendo assim, seguiu em
frente Deixou por conta do bode Pensando: outras conseguem Por
que essa aqui não pode? Se benzeu e decidida Se entregou ao
pagode.
Como mulher consciente Informada e
prevenida Perguntou: - e a camisinha? Ele disse: - Minha
querida Eis aqui, é com você Prontinha pra ser vestida.
Quem
foi que disse que ela Sabia como fazer? Ficou toda
atrapalhada Sem querer reconhecer Que era a primeira vez Não
parava de tremer.
Primeira vez que transava Naquela
situação Antes só com seu marido E aí precisava não De usar
preservativo E nem daquela emoção.
E foi ficando sem
graça Por se ver pagando um mico Mas ele tomou as rédeas - Pode
deixar que eu aplico Você só olha e aprende Se precisar eu te
explico.
Depois da bicha vestida Nada de maior
espera Partiram para o serviço Ele mostrou ser um fera Ela tal
qual Afrodite De fazer inveja à Hera.
Os seus corpos se
juntaram Sem querer mais separar Grunhidos, gritos, sussurros Ali
se pôde escutar Subiu a temperatura Viu-se a hora
incendiar.
Pegar fogo nos lençóis As paredes irem ao
chão Tamanho o vuco-vuco Daqueles dois em ação Amantes em plena
entrega Aos caprichos do tesão.
Foram horas de
prazer Aventura inesquecível Principalmente pra ela Que não
achava possível Novamente estar vivendo Momento assim tão
incrível.
Gastou tantas calorias Que ia ficar insone Mas aí
não teve dúvida Pegou logo o interfone E pra recobrar as
forças Mandou vir um canelone.
Não ia comer sozinha O
canelone fornido Mas ele se recusou Dizendo já estar nutrido Pois
o que ele queria Ele já tinha comido.
Depois da manhã de
amor Cada qual foi pro seu lado O destino se encarregue De traçar
o resultado Pois o "hoje" foi vivido Do modo mais
desejado.
Talvez seja um início Talvez não mais se
repita Talvez lembrança, ou talvez Esporádica visita De qualquer
forma que for Nada disso a deixa aflita.
Já se sente
satisfeita Pois fez o que há muito quis Sentiu-se de novo
fêmea Viveu momentos febris Se acha ainda baleia Porém baleia
feliz.
Lembrando que essa história Na net teve o começo Vê-se
que um final feliz Aconteceu sem tropeço E que nem sempre se
paga Pelo
prazer alto preço!
(Recife-01-04-2007)
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