Sou um matuto da capital. Nasci na cidade do Recife
no dia 23 de janeiro de 1963. Meus pais nasceram e cresceram no meio
rural. Ele, pernambucano de Ipojuca e ela, paraibana de Queimadas.
Como acontecia no passado e continua acontecendo, vieram para o
Recife em busca de melhores condições de sobrevivência,
suas vidas tomaram outros rumos. Com pouco estudo, ele virou
funcionário público e ela foi tecelã. Por sempre manterem vivas as
lembranças do tempo de interior transmitiram-me esta paixão pelas
coisas da terra e do povo.
Cresci ouvindo histórias de trancoso, lendo folheto
de cordel, escutando repentistas pelo rádio e vendo emboladores na
Praça da Independência e no Mercado de São José, aqui no
Recife.
Como jovem da cidade também tive a influência do
mundo urbano e só perto dos vinte anos é que vi fluir em mim a carga
da tradição adormecida ao longo dos anos. Desde essa época passei a
conviver com poetas e me interessar pelo mundo mágico da poesia
popular.
Em 1984 publiquei meu primeiro
cordel: Recife-Carnaval, Frevo e Passo. De lá pra cá foram cerca de
cinqüenta folhetos jogados na praça, palestras, oficinas e recitais,
neste crescente e prazeroso compromisso de divulgar a poesia
nordestina.
Fui um dos primeiros cordelistas a utilizar o
computador a serviço do cordel, primeiro para a impressão dos
folhetos, depois para divulgá-lo através da Internet, e mais
recentemente, para construir a poesia com parceiros virtuais, via email ou
MSN.
Em 2005 tive a satisfação de ir à Suíça onde dei
palestras para brasileiros e admiradores da cultura brasileira em
cidades como Genebra, Lousane, Zurich, Basel e Locarno. Nesse ano
também criei com outros companheiros a União dos Cordelistas de
Pernambuco-Unicordel.
Sou bancário, formado em
Turismo pela Faculdade Integrada do Recife-FIR, casado com Aparecida
França e pai de Ericka Laís e Pedro Henrique.
Junho/2008