Dia desses numa mesa
Começou
forte debate
A respeito da Lei Seca
Quase que vira um combate
Leitor diga quem ganhou
Ou se
acabou num empate.
Antônio Barraca
Assim
entendia
Que não mais podia
Entrar na truaca
Nem mesmo
ressaca
Tinha esse poder
Faze-lo temer
Encher-se de
pinga
Por isso ele xinga
Não
quer entender.
Respondeu-lhe Zé Prudente
Um
outro bom de birita:
Pois faço parte da turma
Que bebe mas acredita
Que
muitos dos acidentes
É devido essa
bendita.
Manoel que acorda
De copo na
mão
É fã de alcatrão
Do
amigo discorda:
- Um guarda aborda
Alguém boa praça
E manda que
faça
O sujeito soprar
Se
álcool acusar
Deu-se a desgraça.
Quem quiser encher a cara
Tem a
total liberdade
Beber seu vinho ou seu chope
Pode faze-lo â vontade
Só não
pode é dirigir
Na estrada e na cidade.
Eu vou pro sambão
Entao pro
forró
E lá chego só
Tomo no
balcão
Cana com limão
E fico
audaz
A gata me faz
Sinal
que me quer
Sair com a mulher
Não vou poder mais.
Se sair pra paquerar
Entao saia
prevenido
Primeiro, o preservativo
Não pode ser esquecido
E o
dinheiro do táxi
Deixe num bolso
escondido.
Do táxi a grana
Que eu
gastaria
Por certo eu podia
Gastá-la com
cana
Não sou “um bacana”
Não tenho choffeur
Exceto
a mulher
Mas essa eu bem sei
É pior que a lei
Mandar
em mim quer.
Beba então
perto de casa
Bar
tem quase em toda rua
Não se
exponha ao perigo
E nem a família sua
Farra certa
hora acaba
Mas a vida continua.
Se eu esquecer
Que estou com o
carro
Na rua eu esbarro
Com
quem quero ver
E vamos
beber
Pra comemorar
Se chope num bar
Tomar um somente
Encontro na frente
Um guarda a
multar.
Porque não comemorar
Com suco, refrigerante
Ou com
água mineral
Momento tão importante
Assim não terá
problema
Para pegar no volante.
Assim não convém
Beber só um
dedo
Da farra o segredo
Está no
porém
Do sangue que vem
Trazendo o efeito
Anima o
sujeito
Lhe dá alegria
A lei deveria
Bem ser de outro jeito.
A lei está protegendo
A nossa
população
Quem bebe perde o reflexo
E a coordenação
Isto é fato
incontestável
É por isso a precaução.
Quem tem uma
amante
Ou gosta de esquema
Não tinha problema
Farrando distante
De agora em diante
Não mais se
assossega
Se fora chumbrega
E
bebe um pouquinho
Se lasca
todinho
A blitz lhe pega.
Que tal curtir com a
esposa
Com
a família passear
Se acaso tomar uma
De forma alguma
guiar
Deixa a
mulher ou o filho
Dirigir no seu lugar.
Os donos dos bares
Botecos e
vendas
Geravam as
rendas
Giravam milhares
Com pingas, camparis
Com Teacher e
Pitu
Agora estão no
Vermelho que eu
sei
Por causa da lei
Amargam
preju.
Lucravam com a
bebida
Também muitos hospitais
Mais as casas
funerárias
e vários profissionais
para
tratar das seqüelas
dos sinistros não
mortais.
Pego baseado
Injeto
heroína
Uso cocaína
Só vivo ligado
Se eu for
parado
Estou limpo na lei
Porém se tomei
Gelada cerveja
Um copo que seja
No
boga tomei.
Mesmo nao sendo a melhor
Esta
lei é coerente
Volante e álcool nao
casam
Quem os junta é imprudente
E tem tirado
alegria
E a vida de muita
gente.
Bebida ingerir
Pra abrir
apetite
Recusa o convite
Quem vai
dirigir
Melhor não
cair
Em tal tentação
Escute a
razão
A regra é bem rija
Bebeu, nao dirija
Sem
apelação.
Se o debate teve fim
Não se
sabe bem ao
certo
Mas quem ler esse folheto
E sendo um leitor esperto
Sabe
se ainda
é preciso
O debate estar aberto.
Agosto/2008