O leão rugiu com força
Mais uma vez
mostrou garra
Disse para o Corinthians:
Hoje aqui ninguém me
barra
Garantiu o dois a zero
E agora é festa e
farra.
Pois deu olé no Palmeiras,
Internacional e
no Vasco
O Sport fez bonito
Não deu lugar ao fiasco
E diante do
alvinegro
Disse: É agora que eu lasco!
Ao perder por tres a um
Naquele primeiro
encontro
Ficou mais esperançoso
Para o segundo confronto
E pra
vencer o certame
Já entrou em campo pronto.
E assim jogando em casa
Com a força da
torcida
Que fez a Ilha pequena
Mostrou equipe aguerrida
Comeu
Corinthians de coco
Perdeu lá, cá deu o troco
Numa bonita
partida.
Aos trinta e quatro minutos
O Sport enfim
abala
E o coro corinthiano
Numa tristeza se cala
Ao ver o gol
explodindo
Dos pés de Carlinhos Bala.
Levando o primeiro gol
Corinthians se
descontrola
E tres minutos depois
O segundo entra de sola
O
Felipe engole um frango
E ainda procura a bola.
Quando Luciano Henrique
Marcou o segundo
tento
O coração disparou
De grande contentamento
Mas a partir de
então
O tempo ficou mais lento.
Cada segundo era eterno
Na grande
expectativa
De se manter o placar
E se gritar: Viva! Viva!
...
Pelo Sport nada? Tudo!”
Numa euforia festiva.
Cada balanço de rede
Foi explosão de
alegria
Cada ameaça inimiga
Era uma grande agonia
O coração pela
boca
Rs vezes quase saía.
A torcida do Corinthians
Percorreu longa
distância
Escanchada na soberba
Chegou cheia de arrogância
Voltou
murcha e derrotada
Pôs no saco a petulância.
Ficou patente o incômodo
Da imprensa do
sudeste
Ter que engolir a vitória
De um time do nordeste
Esta
vitória obtida
De uma forma inconteste.
O Sport congregou
Os torcedores
rivais
Alvirrubros, tricolores
Ergueram o pano da paz
Quem por
seu time é maluco
Torceu para Pernambuco
Mostrando como se
faz.
Jogo é jogo e na disputa
Enquanto um perde
outro ganha
A vitória é o que se espera
De quem faz boa
campanha
O Sport mereceu
Conquistar esta
façanha.
Professor Nelson Batista
Fez um trabalho
perfeito
Mostrou muita competencia
Assim o único jeito
Foi o
Sport colocar
Mais uma estrela no peito.
E quem é corinthiano
Está sem rumo e sem
rota
Depois de perder o título
Entre as pernas o rabo bota
Não
pára, não pára, não pára
De chorar esta derrota.
Do Nordeste primeiro que
Ganha a Copa do
Brasil
Muitos e muitos tentaram
Mas time algum conseguiu
Era só
sudeste e sul
Quem vencia o desafio.
Por ter sido campeão
Irá pra
Libertadores
É mérito pros dirigentes
Orgulho pros
torcedores
Inveja pros alvirrubros
Muito mais pros
tricolores.
Hoje buzinas não param
As bandeiras soltas
voam
Das cores preto e vermelho
Nossas ruas se povoam
E com
cazá-cazá-cazá
Gritos de guerras ecoam.
Se os demais torcedores
Ficaram só na
vontade
Rubro-negro rindo r toa
É o que se ve na cidade
Porque
título nacional
É a sua especialidade.
Agora a rivalidade
Entre em campo
novamente
Cada torcida se isola
Se lança aguerridamente
Na defesa
do seu time
E quer ve-lo sempre r frente.
Sem motivo convincente
Que explique a
opção
Por esse time ou aquele
Comandar seu coração
O torcedor se
entrega
Ao seu time com emoção.
Na glória ou na decadencia
Tem importante
papel
Na fase boa se exalta
Levando seu time ao céu
Na fase ruim
dá-lhe força
Mostrando que é fiel.
A alegria que o time
Ao torcedor
propicia
Quando conquista algum título
Não é qualquer alegria
É
uma retribuição
Pra quem lhe dá energia.
Não tem timbu nem tem cobra
Que faça medo
ao leão
Que mostrou garra afiada
E tem a convicção
Que aqui em
Pernambuco
O Sport é a seleção.